quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Não aos Patetas !

Que pateta! Era mesmo, um pateta. Pensava que isto do “estar apaixonado” e voltar a acreditar no amor era conversa do passado, mas pelos vistos … voltou.
 Estive zangado, desiludido, depois triste e por fim, estava indiferente. Pensava que já não me afetavam essas coisas. Parecia que estava imune, com uma espécie de proteção contra romantismos e beijos demorados, contra finais felizes e dedicatórias de amor, contra tudo o que parecesse perfeito a dois. Histórias de príncipes e princesas deixei-as na televisão. Cada vez que olhava para um casal pensava “Tenho pena. Um deles deixará de ter aquele sorriso de orelha a orelha e vai afundar-se em lágrimas.” … que pateta.
 Tudo tem um fim, acreditem. Ou então façam como eu e não acreditem até vos mostrarem. Mas volto a dizer tudo tem um fim. Pode haver vários fins e isso é o ponto essencial para entenderem e aceitarem a repetida expressão de que tudo acaba. Pode acabar mal, catastroficamente, terrivelmente inesperado ou pode acabar bem, com um sentimento de paz e de tranquilidade, de dever cumprido. Pode acabar com a recordação de todas as partilhas de amor, com todos os carinhos, beijos e abraços, brindes memoráveis … mas tudo tem um fim.
 Enquanto esse fim não chega, aproveitem. Deixem-se levar na onda e tentem manter-se na crista, aproveitando-a ao máximo, entrem no tubo e disfrutem das sensações que ela vos dá. Eu estou a fazê-lo e garanto-vos que é das melhores sensações do mundo. Não sejam patetas, é que eu fui. Nem estava à espera, como já disse, parecia que não acreditava em nada destas coisas já, mas aconteceu e desde esse dia que me sinto diferente.
 Nem me lembrava da sensação de um abraço apaixonado, de um beijo demorado, nem sequer um passeio de mão dada à beira mar. Que momentos magníficos, o brilho e encanto que existe neles torna tudo perfeito. Acordo todos os dias com a vontade de conquistar o mundo, tu dás-me essa confiança. Não quero entender o que me faz sentir assim, é de loucos, é verdade, mas acho que é aqui que está a essência do que nos está a acontecer. Estas coisas não são para compreender e quem o faz, é pateta!
 Vou dormir. Levo a sensação de paz na alma de ter alguém que gosta de mim. É bom assim, a vida fica mais colorida e fácil. Não é uma declaração, nem é essa a intenção. Escrevo porque preciso de dizer ao mundo para acreditarem no que vos faz feliz e lutarem por isso. Escrevo porque quero que acreditem no amor e no romantismo, ele é demasiado bom para ficar escondido naquela gaveta dos medos. Não sejam patetas, é que eu fui e hoje sei que errei em ter sido, mas faz parte e foi mais uma lição de vida. Hoje estou bem, sinto-me apaixonado e confiante!

 Aproveito para dizer que és uma pessoa fantástica. Não preciso referir o teu nome, sabes que é para ti.



Com amor, Ricardo Marinheiro.

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