Que pateta! Era mesmo, um pateta. Pensava que isto do “estar
apaixonado” e voltar a acreditar no amor era conversa do passado, mas pelos
vistos … voltou.
Estive zangado,
desiludido, depois triste e por fim, estava indiferente. Pensava que já não me
afetavam essas coisas. Parecia que estava imune, com uma espécie de proteção
contra romantismos e beijos demorados, contra finais felizes e dedicatórias de
amor, contra tudo o que parecesse perfeito a dois. Histórias de príncipes e
princesas deixei-as na televisão. Cada vez que olhava para um casal pensava “Tenho
pena. Um deles deixará de ter aquele sorriso de orelha a orelha e vai
afundar-se em lágrimas.” … que pateta.
Tudo tem um fim,
acreditem. Ou então façam como eu e não acreditem até vos mostrarem. Mas volto
a dizer tudo tem um fim. Pode haver vários fins e isso é o ponto essencial para
entenderem e aceitarem a repetida expressão de que tudo acaba. Pode acabar mal,
catastroficamente, terrivelmente inesperado ou pode acabar bem, com um
sentimento de paz e de tranquilidade, de dever cumprido. Pode acabar com a
recordação de todas as partilhas de amor, com todos os carinhos, beijos e abraços,
brindes memoráveis … mas tudo tem um fim.
Enquanto esse fim não
chega, aproveitem. Deixem-se levar na onda e tentem manter-se na crista,
aproveitando-a ao máximo, entrem no tubo e disfrutem das sensações que ela vos
dá. Eu estou a fazê-lo e garanto-vos que é das melhores sensações do mundo. Não
sejam patetas, é que eu fui. Nem estava à espera, como já disse, parecia que
não acreditava em nada destas coisas já, mas aconteceu e desde esse dia que me
sinto diferente.
Nem me lembrava da
sensação de um abraço apaixonado, de um beijo demorado, nem sequer um passeio
de mão dada à beira mar. Que momentos magníficos, o brilho e encanto que existe
neles torna tudo perfeito. Acordo todos os dias com a vontade de conquistar o
mundo, tu dás-me essa confiança. Não quero entender o que me faz sentir assim,
é de loucos, é verdade, mas acho que é aqui que está a essência do que nos está
a acontecer. Estas coisas não são para compreender e quem o faz, é pateta!
Vou dormir. Levo a
sensação de paz na alma de ter alguém que gosta de mim. É bom assim, a vida
fica mais colorida e fácil. Não é uma declaração, nem é essa a intenção.
Escrevo porque preciso de dizer ao mundo para acreditarem no que vos faz feliz
e lutarem por isso. Escrevo porque quero que acreditem no amor e no romantismo,
ele é demasiado bom para ficar escondido naquela gaveta dos medos. Não sejam
patetas, é que eu fui e hoje sei que errei em ter sido, mas faz parte e foi
mais uma lição de vida. Hoje estou bem, sinto-me apaixonado e confiante!
Aproveito para dizer
que és uma pessoa fantástica. Não preciso referir o teu nome, sabes que é para
ti.
Com amor, Ricardo Marinheiro.
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